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Gerente de futebol da Associação Garibaldi admite: "Só jogamos com a ajuda mensal das famílias"

Rogério Loss argumenta que, mesmo com o auxílio de R$ 60 mil por ano da prefeitura de Garibaldi, a AGE não seria viável sem as mensalidades

Cobrar dos jogadores que vestem a camiseta do Garibaldi é uma prática antiga. Começou em 2007, mas foi intensificada, conforme admite o gerente de futebol Rogério Loss, em 2010, quando a AGE passou a disputar torneios profissionais. 

— A mensalidade de R$ 600 dá direito a alimentação, transporte, moradia, treinamento, médico, odontologia, tudo em concordância com os pais, com os adultos. A gente não promete nada aqui além do direito de se projetar. É vitrina e todos estão cientes disto. Não prometo Europa, aqui é só uma passagem, não vão ficar ricos aqui. Todos são sócios do projeto, inclusive as famílias — completa Loss.

O gerente diz que é a única forma de manter o clube. Argumenta que, mesmo com o auxílio de R$ 60 mil por ano da prefeitura de Garibaldi, a AGE não seria viável sem as mensalidades. Ele se defende da ação de Sidnei Gomes:

— O menino tinha quase 25 anos, havia custos, taxas... O termo está assinado por ele também, que tem de cumprir R$ 600 por mês para a gente dar alimentação. Sabia que não receberia nada, só a oportunidade de jogar. Se ele quiser, a gente devolve o que ele pagou. Fazemos isso para ajudar, não para ficar ricos. O clube funciona assim há quase 10 anos, só jogamos com a ajuda mensal das famílias. 

Segundo informa o gerente de futebol de Garibaldi, mesmo o destaque da AGE na Copa Serrana, o atacante Lukinha, 21 anos, paga para jogar. O meia uruguaio Franco Ganizazza, 21, também: 

— Eles chegam pela oportunidade. São jogadores que estavam parados, sem clube. Às vezes, a gente dá uma ajuda de custo. A nossa folha mensal, com tudo, dá R$ 15 mil. A prefeitura bota R$ 60 mil no primeiro semestre. No segundo, não bota nada. 

O prefeito de Garibaldi, Antonio Cettolin, afirmou que a prática da AGE o surpreende. Segundo ele, a verba é para custear despesas com pagamento de materiais esportivos, transporte e materiais de primeiros socorros. O presidente da AGE, Julmei Carminatti, não quis se manifestar sobre a ação judicial movida contra o clube.

Dificuldade com o excesso de atletas

Não há qualquer ideia de luxo no Estádio Alcides Santarosa, em Garibaldi. Seis funcionários se dividem entre a cozinha, a limpeza e o gerenciamento do dia a dia no estádio. Os banheiros não parecem ser limpos diariamente, nos quartos, um cheiro de mofo ganha o ar em um ambiente que comporta um beliche e duas camas para abrigar quatro jogadores por habitação. 

Os colchões são velhos e muitos estão rasgados. Os atletas precisam levar roupas de cama e cobertores. A cozinha não comporta tantos atletas. Conforme relatos, cerca de 70 jogadores são atendidos por refeição no clube. 

Como não há louça nem espaço suficiente para todos, quando um jogador encerra a refeição, precisa lavar e secar o prato e talheres, a fim de repassá-los aos demais companheiros que aguardam pela alimentação. 

— O clube prometia até atendimento médico, mas, quando me machuquei, precisei procurar o posto de saúde — protesta Sidnei. — Ninguém para lá por muito tempo. Toda a semana tinha gente nova no dormitório. O pessoal via como era a coisa toda e voltava para casa — conta Sidnei Gomes

Como funciona em outros clubes

Juventude

Os jogadores chegam para a base através de captação e de peneiras. O clube conta com parceiros no Interior. Alguns cobram do atleta o custo da peneira, algo em torno de R$ 15 a R$ 20. 

Desde a inscrição do jogador até as quatro refeições diárias, deslocamentos e moradia no clube (são 50 vagas e a prioridade é daqueles que não têm família em Caxias do Sul) são bancadas pelo Ju. Os jogadores passam a receber salário a partir dos 17 anos. 

Lajeadense

O clube cobra uma taxa de R$ 20 para que jogadores dos 15 aos 19 anos passem por três dias de testes. Para evitar maiores despesas, o clube opta por atletas da região, que não necessitem moradia. 

Mas todos os 55 atletas da base recebem alimentação e assistência médica do clube. As taxas para as inscrições também são bancadas pelo clube. Os jogadores da base recebem entre R$ 400 e R$ 900, dependendo da faixa etária. 

Panambi

O time conta com 46 jogadores, entre profissionais e amadores. Os amadores, de 16 a 19 anos de idade, não recebem salário, apenas as refeições do clube e têm todas as taxas de inscrição pagas pelo Panambi. A opção é por atletas da região, por não haver a necessidade de aumentar os custos do futebol abrigando os atletas no clube.

Fonte: 
http://zh.clicrbs.com.br/

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